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Vou fingir que soltei as palavras. Neste fragmento de eternidade, as pegadas ficarão na areia...Não esqueças o meu olhar. Amanhã morrerá. Apagá-lo-ei dos sentidos, das imagens que se reflectem nas mãos. Outra palavra quer viver...sai. Hoje não consumirei palavras. O meu fogo será de sentimentos, vermelho que me consome e me desfaz em cinzas para de novo renascer. Saiam. Quebrem-se no caminho, arrastem-se sem forças até que o vento da dor vos sufoque. Os sonhos serão verdade. Desfaço-me em risos, esqueço as lágrimas que ficaram...as palavras saem. Todos os sons imundos, tudo o que morreu não ficará mais. O fogo será outro. Toda eu serei outra. Hoje...no momento que se alarga até à eternidade, até os sentimentos fingem. Máscara sorridente que se coloca em mim. Apagam-se as mãos...também elas são sentimento. Apaga-se todo o corpo, toda a alma...sobra a máscara. Sobra o sorriso que se desfez nos lábios...o estender das mãos, o cair dum corpo. Um fogo que queimou os sentimentos, uma noite que se desfez nas estrelas cintilantes...nada mais. Até a tua memória foi fogo...também és sentimento. Mesmo lembrando-te do meu olhar. Tags: palavras, sons
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Mar de chamas adormecido, esta luta pelo esquecimento... A tua imagem persiste. Perdi. Perdi as minhas muralhas, o fingimento do não sentir... Piso os vidros que deixas cair, o meu caminho será de sangue. Pegadas vermelhas da minha alma. Os teus passos na areia da praia... desfaço-os com as ondas. Quebrei o teu reflexo na água espelhada. Tags: (re)activação, fogo, mar
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Uma dança esquecida, mais uma dança perdida, o caminho que nos fez viver. Brisa que acorda a criança, suave sonho que morre... A queda nasceu. Dá a tua mão ao que eu sou, és só a minha criança. Morre comigo... O último passo será nosso. Tags: a tua mão, dança, vida Current Location: maybe in my dreams Current Music: Música de Filme - Toranja
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Escondo-me das sombras que me invadem, das memórias que me surpreendem...garras que me agarram as mãos, esmagam o meu corpo com a fúria de não serem mais do que um eco. Só um eco do fechar da caixa dos sentimentos, um sopro que tenta apagá-las...Fujo para que os meus passos possam ser meus, unicamente meus, sons mudos que me surpreendem a cada olhar que lanço à eternidade que me persegue. Corro, fujo, escondo-me...tentativas de destruir o baloiço do meu coração, deste silêncio que me magoa tanto...Calo-me. Fecho a concha das palavras, mar que me embala e me faz adormecer...Nem nos sonhos me deixam. Murmúrio das memórias e palavras e garras que querem sair...fecho os olhos. Fecho com força a minha alma, o meu ser, o mar que quer desaguar nos meus olhos, nas lágrimas secas que nada possuem. Uma lágrima cai. Nenhum som no chão, nenhuma palavra de lamento à minha volta...lanço as mãos desesperadas às garras que me querem possuir e entrego a minha vida à queda fatal da dança que me fez cair. Tags: dança da vida (Edvard Munch) Current Mood: confused
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O calor do teu vento... Trazes as pétalas da rosa, desfeitas no caminho da paixão. Liberta-te desse calor, porque a brisa apagar-te-á... E a tua intemporalidade, passará a ser um só segundo... Leve flor que morreu em ti, de amor vermelho a mórbido negro... Nada mais serás do que um sopro, fino pó que assenta na minha alma, para logo cair no fosso do desespero. Assim o quiseste. Current Location: in my place Current Mood: sad
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Esta melodia...este som que me entra e me faz viver...entristeço. A vida quebrou o chão que me suportava. Apagou esta melodia, esta infantilidade que me desperta da dor que me invade...silêncio! Ainda a oiço...ao longe. A melodia sem as palavras que me magoaram, este silêncio sentido só meu, cemitério de memórias apagadas e escondidas do esboço do coração. Sim, ainda a oiço...cada vez mais ao de leve, simples mão que me faz reviver, voar acima do mais alto horizonte...São passos que me fazem percorrer todas as campas...tudo o que ficou preso na alma...percorro e olho-as uma a uma...Acabou-se a melodia. Acabou-se o caminho, as campas, os nomes...O cemitério de uma vida enterrado na própria mente...Corro para todos os lados, um rodopio de passos e lamentos que me fazem correr ainda mais para lado nenhum...sussurros ouvem-se, vozes do desespero presas por um fio. Quebro esse fio de inocência. Todas as vozes saem sem sentido, todas as palavras falam sem o saberem...Voltei a ouvir a melodia da vida. Ouvi-la-ei para sempre. Current Music: Adagio for Strings (Samuel Barber) - Modern Strings
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Melancolia que me envolve... Volto a ser o sonho. As memórias viveram no teu fogo e levaram-me para a luz do luar. Mataste-me. Fizeste-me esquecer que existia, que a tua mão é fumo, o teu olhar, agonia. Crontradições de um ser... levas-me ao fundo da minha lágrima, para que possa chorar sem o saberes... Chorarei, mesmo que não o queiras. Afinal, a tua mão esfuma-se, quando te toco. E a tua luz apaga-se, quando te olho. Tags: memórias, memórias e memórias Current Mood: melancholy
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